sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A poesia de valter hugo mãe

fim

tentei matar-me no dia onze de julho de
dois mil e seis. o sol era intenso mas
os meus olhos perderam de tal modo a luz,
que a própria faca brilhando se tornou
apenas um animal de dentes afiados que
me feriu os dedos mas não se deixou
apanhar. a morte fugiu-me assim. foi o
mais estranho que me aconteceu e pode
só isso ser o mais peculiar que tenho
para deixar dito, deitando por terra qualquer
obra, qualquer outro poema, que soará,
seguramente, uma redundância depois
que a vida se prolonga para lá do fracasso

(valter hugo mãe, "folclore íntimo"/Cosmorama Edições)

3 comentários:

Ursula Mestre disse...

Prefiro outro Valter... o meu Valter!:P

https://amendual.blogspot.com

Ursula Mestre disse...

Rectifico:
http://amendual.blogspot.com

sleeping beauty disse...

Pois...
mas aqui não se comparam pessoas, o mercado é noutro lugar...
E o sentido de posse reside no coração de cada um ou não...