sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

MARIA ZAMBRANO

Maria Zambrano atravessou o mundo e o século como uma exilada e escreveu uma obra numerosa em que fala do exílio essencial para que fomos relegados pela razão.

Maria Zambrano é uma emissária do sagrado, mediadora entre o mundo iluminado da razão e o obscuro sentir.

Maria Zambrano é uma filósofa de alto risco, para quem no fracasso é que aparece a máxima medida do homem. A garantia de um mais completo renascer. Afiança que o amor, porque é o agente de destruição mais poderoso, acaba por ser também o mais terapêutico:«Porque ao descobrir a inanidade do seu objecto, deixa livre um vazio, um nada que ao princípio é aterrador» Mas depois nesse silêncio é possível alcançar outro conhecimento.

Para Maria Zambrano, a filosofia nasce como paixão do ver, e antes de ser um conteúdo é uma atitude, um olhar. Daí a utilização da metáfora da luz para indicar o «apriori» do ser humano que, antes de ser-para-a-morte, é ser-dado-à-luz -essa luz para a qual se deve dirigir e que guia os «olhos da mente».

Palavras de Fátima Maldonado e António Guerreiro a propósito do livro "A Metáfora do Coração"de Maria Zambrano, Assírio &Alvim, 1993

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