domingo, 4 de setembro de 2016
Eram TRÊS "IRMÃS", eram as TRÊS MARIAS. Demasiado GUERREIRAS para um país FASCISTA. NÃO TIVERAM MEDO. Enfrentaram TUDO. Falaram de TABUS. Foram presas, apenas porque tiveram VOZ! Não eram mudas, caladas, SUBMISSAS. Eram MULHERES AUTÊNTICAS. Uma delas partiu, há pouco...A Maria Isabel Barreno. Ficaram as outras DUAS. As outras duas NÃO DESISTEM. Vão continuar a TER VOZ. Porque a voz destas mulheres é NECESSÁRIA, SEMPRE! Para as outras mulheres...
sábado, 20 de agosto de 2016
Poema de Joaquim Manuel Magalhães
Somos de natureza contrária
Um de nós pode destruir o outro,
mas só por fora, uma onda que vem
de muito longe, demora a chegar
à praia, ao sol que sossobra...
no lugar onde nós estamos,
entregues, entristecidos. Dentro,
no interstício de silêncio
ameaçado pela despedida, sempre
de despedida ameaçado, nenhum
de nós será destruído ninca,
a memória da rua com plátanos,
o pólen mordente da primavera,
o cântico dos pardais. Não,
eu não quero esse amor indeciso
que sossobra num frio inebriante:
cada um com o outro tenta conservar
o seu ser, a identidade que sorri
na janela do quarto que fica por fechar.
Joaquim Manuel Magalhães
segunda-feira, 1 de agosto de 2016
domingo, 31 de julho de 2016
Fotografias e texto de Richard Tuschman
Hopper Meditations
Fotografias e texto de Richard Tuschman
“Hopper Meditations” é uma resposta fotográfica pessoal ao trabalho do pintor americano, Edward Hopper. Suas pinturas, com uma grande economia de meios, são capazes de abordar os mistérios e complexidades psicológicas da condição humana.
Posando uma ou duas figuras em cenários humildes e íntimos, ele cria cenas silenciosas, psicológicamente convicentes e com narrativas abertas. Os estados emocionais das personagens, por vezes, parecem vacilar paradoxalmente entre reverência e alienação, ou talvez entre saudade e resignação. Uma iluminação dramática eleva as conotações emocionais, mas qualquer interpretação final é deixada por conta do espectador. Destas qualidades parece Richard Tuschman tentar imbuir em suas próprias imagens.
De maneiras distintas, no entanto, as imagens deste parecem divergir das pinturas de Hopper. O clima geral em seu trabalho é mais sóbrio, e a iluminação é menos crua que a de Hopper. Tuschman busca atingir um efeito talvez mais próximo do chiaroscuro de Rembrandt, um pintor que este admira profundamente. Em seu caso, a iluminação age quase como como mais uma das personagens, não apenas iluminando a forma das figuras, mas também ecoando e evocando suas vidas interiores.
As imagens de Tuschman parecem fazer parte de pequenas peças, com as figuras como atores em peças de apenas uma ou duas personagens. Estas, por sua vez e por aparência, tem suas raízes no passado, algures em meados do século XX de Hopper. Isto argumenta o efeito de sonho e montagem de suas cenas. Os temas evocam, portanto — solidão, alienação, saudade— são atemporais e universais.
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