Palavras ardem entre mim e o papel. Perguntam por que já não fazes parte.
A cidade inteira abriu ruas para me indicar um caminho. Passeios encardidos de chiclets, prédios em construção, espaços escuros onde cabem delírios que a tua voz não desmente.
Estas palavras ardem proliferam nas areias do deserto. E eu sou o caminhante, exilado entregue às sombras de um corpo só.