domingo, 13 de dezembro de 2009

SERPENTE - REVISTA DE CULTURA E ARTE

1ªedição com uma tiragem de 500 exemplares
esgotou no dia do lançamento - Setembro -1983
2ªedição 500 exemplares - Dezembro 1983
Também esgotada
Arranjo Gráfico - Graça Martins e Isabel de Sá

Administração: Filomena Cabral, Graça Martins
Helga Moreira, Isabel de Sá, Teresa Pinto da Silva,
Zulmira Carvalho Branco

SERPENTE - página nº7


1ªedição da revista de poesia SERPENTE


2ªedição da revista de poesia SERPENTE


AMOR LUXÚRIA E MORTE

1ªedição - 500 exemplares, 1987 - Porto
Capa - Isabel de Sá
Arranjo gráfico - Graça Martins


Ilustração de Isabel de Sá


AMOR LUXÚRIA E MORTE


PALAVRAS

1ªedição - 500 exemplares - 1984
Ilustrado com um guacho/hors-texte
de Isabel de Sá e direcção gráfica de
Graça Martins
Edições Mirto - Porto


Hors-Texte de Isabel de Sá para PALAVRAS


Poema manuscrito de Eugénio de Andrade para PALAVRAS


HISTÓRIA LITERÁRIA DO PORTO através das suas publicações periódicas

Autor - ALFREDO RIBEIRO DOS SANTOS

Prefácio de FERNANDO GUIMARÃES

Edições Afrontamento - 1ªedição Outubro de 2009

Contracapa - História Litrária do Porto


História Literária do Porto - Os Poetas do Café - página 424 - Isabel de Sá no colectivo de poesia e foto de grupo.


Publicações em Liberdade de Expressão - SERPENTE - página 425




História Literária do Porto - SERPENTE e PALAVRAS - página 426 - Retrato de Isabel de Sá por Graça Martins ( errado Graça Morais)


História Literária do Porto - AMOR, LUXÚRIA E MORTE - página 428




Biobibliografia dos Autores Citados - página 454


Índice das Publicações Periódicas do Porto - página 517


História Literária do Porto - página 518


Índice das Publicações Periódicas do Porto - página 519




História Literária do Porto - página 520


Índice Geral - História das Publicações Períódicas no Porto




terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O LIVRO PELA CAPA

Visitem o blog dedicado ao amor pelos livros, isto é, pelo requinte gráfico das capas e autores. http://livropelacapa.blogspot.com
Uma abordagem ao gosto artístico das editoras portuguesas, que ao longo de décadas publicaram e continuam, felizmente, a publicar o que de melhor existe na cultura literária contemporânea.
Este blog foi criado pelo jovem João Borges, autor de poemas publicados nas revistas literárias CRÀSE e BRILHO NO ESCURO, vindas a público recentemente.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

POEMA DE MANUEL DE FREITAS

DEVE SER A MORTE

Finalement, finalement
Il nous fallut bien du talent
Pour être vieux sans être adultes
JACQUES BREL


O desespero - percebes finalmente -
era uma energia, uma espécie de caminho
para quem não tinha passos. Os amigos
(se assim lhes podias chamar) encontravam-se
à volta de uma garrafa e injuriavam toda a noite
o amor de que em breve se fariam escravos.


Falavam de quase nada, os olhos parados
na música, o corpo disponível
para charros, risos e derrotas. Essas ruas,
sabes, nunca mais foram assim
o rastilho da descrença e o motim da desrazão.
Coisas de facto imberbes - navalhas
que fingiam a dolorosa perfeição da indiferença.
Pouco importa. Outros sinais cresceram,
fazendo desses rostos uma porta
fechada onde nem pela memória
esperas o milagre de encontrar alguém.
Deve ser a morte, o fim, isso mesmo
que julgavas esconjurar quando punhas flores
no gargalo verde e vigiado das garrafas.

A luz dos últimos bares tomba agora
sobre um corpo esquivo, mais sozinho,
que nem sequer nestas palavras acredita.


[SIC],Poesia inédita portuguesa. Assírio & Alvim

domingo, 29 de novembro de 2009

A nostalgia de uma partida...















Julião Sarmento

Gare do Oriente - Lisboa - Construida em 1998 pelo arquitecto espanhol Santiago Calatrava

















Poema de João Borges

HÁ UM LUGAR CHAMADO MEDO

UM

Há um lugar chamado medo

A cidade, ao longe o ruído.
Ficámos sózinhos, peças de xadrez
na mancha escura do silêncio,
de um lado para o outro,
à espera.

Não me disseram que o tempo passaria
e tu também. A morte repetida
como se fosse a primeira vez.
No longo e doloroso abraço,
o sabor amargo da vida
tornou-se lei

DOIS

O sangue risca as páginas,
dizes que não queres nada.

As tuas mãos, na pressa
de quem não tem tempo a perder,
tomaram-me conta do corpo.

Depois, atiraste as cinzas
para a rua. Perderam-se na chuva.

TRÊS

À hora em que a chuva
faz das estradas espelho
e a cidade se duplica,
dentro de ti encontro
o calor que me salva da morte
e me prende outra vez ao teu corpo.

QUATRO

Por vezes não sei dizer-te
que sou o ar e as paredes
da casa onde te refugias.

Arremessei a minha vida
num abraço queimado pelo medo.
Procuro um lugar onde o tempo
perdoe a solidão.

Esperei pela noite na alameda,
a tua casa atrás de mim,
sombra a crescer de rua em rua.
a sublimar o medo.

CINCO

Em vão procurei o sabor da terra
para não morrer.
O teu amor é ácido.

Destroçado, assim me deito
na madrugada cheia de luz.

Não te lembras do café quase vazio
e nós, no lado escuro da vida?

SEIS

Na memória apaga-se o teu rosto
e o coração engole o fogo
que me consome.

Se eu corresse pela praia
e a terra se movesse
e eu fosse sugado
para o interior da vida
no seu furioso silêncio,
finalmente só e íntegro,
encontrar-me-ia.


cràse, revista de literatura emergente, nº0
Novembro de 2009, Lisboa

Poema de Rosa Alice Branco

MAPA ANATÓMICO

a Luís Miguel Nava

Para António Damásio estou debruçada à janela
do meu corpo. Posso contemplar os objectos da paisagem:
coração, pulmões, intestinos, músculos.
As vísceras são o meu cenário como um poema
de Nava e há sentimentos que me unem a cada uma
e a todas elas quando uma dor explode nas entranhas,
mas para Damásio sou apenas um espectador solidário
do outro lado do vidro. Nava sabia como um cenário
se despedaça entre as rochas, como a pele é a raíz
e a flor do sofrimento.

Desde a descoberta da perspectiva que estamos à janela
com um olho bovinamente parado. Dizem-me agora
que contemplamos um pátio interior, um rim? Não sentem
que o desespero tem uma face oculta para o sentirmos
e outra iluminada por um sol afundado no manto
dos intestinos? O cérebro de Damásio continua cativo
do teatro do seu corpo e eu devia ter metido citações.
Aprendi muito com ele, mas foi Nava quem me disse
que todos os caminhos vão dar à pele.

Soletrar o dia, obra poética, Quasi Edições, 2002

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

BRILHO NO ESCURO - Nº3 - Inverno

LANÇAMENTO de mais um número
da revista de poesia BRILHO NO ESCURO
edição de 100 exemplares
5 DE DEZEMBRO - Maus Hábitos - Porto

SÁBADO - 22.30h. Entrada Livre
LEITURA DE POEMAS
Ana Luísa Amaral e ISAQUE FERREIRA

Neste número de poemas
Ana Luisa Amaral
Isabel de Sá
João Borges
José Luís Peixoto
Manuel de Freitas
Nuno Brito

Locais de venda exclusiva

Porto
Poetria - Rua das Oliveiras (perto da Praça Carlos Alberto)
Gato Vadio - Rua do Rosário (perto da Rua de Miguel Bombarda)
Lisboa
Frenesi da Banca - Rua Anchieta (perto do café A Brasileira)
Poesia Incompleta - Rua Cecílio de Sousa, nº11 (a seguir ao Príncipe Real)
http://brilhonoescuropoesia.blogspot.com/



CRÀSE nº0 - revista de literatura emergente - Lançamento previsto até final de 2009

"Campo de experimentação literária" - assim se auto-interpreta a revista CRÀSE no seu nº0 que acaba de ser publicada numa edição de 60 exemplares.
Neste número 0 - poemas de João Borges e Nuno Brito além de outros autores emergentes
http://www.craseliteraria.blogspot.com/


domingo, 22 de novembro de 2009

SOU UMA POETISA DE PERDAS! EU NÃO ENCONTRO : PROCURO

Eduarda Chiote

Entrevista - Eduarda Chiote ou a Literatura como um Acto de Autopunição
http://isabeldesaescritora.blogspot.com/

sábado, 21 de novembro de 2009

Imagens de SAFO









POEMA DE SAFO - FRAGMENTO


SAFO


POEMAS DE SAFO

...Hermes,
longamente te invoquei na minha solidão:
ajuda-me, déspota, que estou perdida;
a morte não chega e nada me consola.

Quero morrer, quero ver as orvalhadas
flores de loto nas margens do Aqueronte...

...porque a quem fiz tanto bem,
sobretudo esses me fizeram mal.

Nem eu sei que fazer: o pensamento dividido.

Vieste finalmente. Eu não podia mais.
Ao meu coração ardido o desejo voltou.
Abençoada sejas muitas vezes, tantas
quantos os dias que nos separaram.

Se ela te foge, seguir-te-á não tarda;
se o que lhe dás recusa, em breve será ela
a dar; se te não ama, sem saber como,
virá a amar-te.»

Oh vem, vem agora e liberta-me desta
angústia mortal! O que meu coração
tanto deseja, faz que aconteça. Vem,
ajuda-me a lutar!

Deixa-te estar de pé e face a face amigo,
desvenda a tua graça aos nossos olhos.

Quando o sono de uma noite inteira
cai sobre os olhos...

Ah, pudesses tu dormir
nos braços da mais terna amiga...

...porque o pranto na casa de um poeta
não é permitido, nem isso convém.

Safo

Poemas e Fragmentos de Safo, tradução de Eugénio de Andrade, limiar, 1974


A BELEZA DE APOLO - OS DEUSES


APOLO - DEUS DOS JOVENS RAPAZES

Apolo, filho de Zeus e Leto, e irmão gémeo de Ártemis/Artemísia, deusa da caça, era um dos mais importantes e multifacetados deuses do Olimpo. Nas mitologias grega, romana e etrusca, Apolo foi identificado como o deus da luz e do sol, da verdade e da profecia, do pastoreio, do tiro com arco, da beleza, da medicina e da cura, da música, da poesia e das artes.
A partir do século III também foi identificado com Hélios, deus do sol, pois era antes o deus da luz, e por paralelismo a sua irmã foi identificada com Diana, a deusa da lua/deusa da caça. Mais tarde ainda, foi conhecido principalmente como uma divindade solar.
Recebendo de Hermes a lira, firmou a sua posição como o deus da Música. Finalmente, Apolo é o deus dos jovens rapazes, ajudando na transição para a idade adulta, sendo os rapazes que o acompanhavam "alunos" do deus na prática da pederastia. Assim, ele é sempre representado como um jovem, frequentemente nu, para simbolizar a pureza e a perfeição.
Apolo representa a harmonia, a moderação, a ordem e a razão, em contraste complementar a Dionísio, o deus do êxtase e da desordem.

A BELEZA DA NATUREZA - O MUNDO